sexta-feira, 26 de agosto de 2011
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_ da biografia ao acontecimento
pensando no deslocamento espacial e geográfico do corpo, de seu movimento entre as coisas e as idéias é que se desenvolve a hipótese do que também pode ser considerado como dança ― não somente uma simbologia criada por certas metodologias do movimento, mas uma coreografia de impressões, a coreogeografia.
os objetos coreogeográficos têm como endereço o pensamento “a casa é o corpo” de lygia clark como mais uma forma de amarrar-se ao mundo, percebendo-se enquanto endereço itinerante. o mapa simbólico que abriga os endereços dos respectivos corpos-casa, cria dispositivos que os ajudam a pensar e transformar as tensões que se confrontam dentro desse outro espaço.
_ quase-arquitetura
depois que o jogo simbólico foi criado, o passo seguinte será tornar os objetos coreogeográficos visíveis e possíveis a experiências. a idéia é propor um encontro íntimo de primeira pessoa à primeiras pessoas.
entre outras considerações, a coreogeografia desenvolve uma estrutura que mantém uma correspondência viva com as ramificações da linguagem como a música, o texto, a dança com a intenção de apresentar o espaço criativo como um processo borrado ― "delicado equilíbrio entre um mínimo de ordem admissível e um máximo de desordem" (umberto eco). esse lugar de encontro pode ser ativo de uma escritura que absorva elementos desencadeantes ― um empilhamento de textos abertos que falseiam o espaço real, fazendo uso das distensões que a linguagem oferece para que também se possa percorrer, construir e deixar-se transformar continuamente pelas idéias em jogo. a apropriação dessa escritura com fins intransitivos tem como desejo engendrar um ambiente em que a curiosidade seja o elemento feérico de uma nova e outra possível paisagem.
_ from the biography to the happening
the choreogeographic objects are derived from lygia clark’s “the house is the body”, which she considered one more way of “tying yourself to the world” while you perceived yourself as an itinerant address. and it was this perception that was to give rise to a symbolic map that would harbour the addresses of the respective body-houses, and create devices to help us to identify and transform into works of art the tensions that confronted each other in this new space.
the main idea is to build a “third address”, a symbolic map that will keep the channels of communication open between the different artistic manifestations – music, text, and dance. the “third address” is also inhabitable because of the flows of information weaken the ideas of source and origin by making use of the distensions that artistic practices offer for the complexification of the everyday environment.
o mar continuamente se masturba
la mer se branle continuellement
the sea continuously jerks off
g. bataille
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